Introdução
O que o AuditPilot faz
O AuditPilot recebe o ficheiro SAF-T que o cliente exporta do seu programa de contabilidade e
usa-o para preencher, automaticamente, os papéis de trabalho de auditoria que já se usavam em
Excel: o balancete, os extratos de conta, o planeamento (conhecimento do negócio, revisão
analítica, estratégia global de auditoria), a análise de risco, os riscos das rúbricas, os testes
substantivos por rubrica (com seleção de amostra e análise de Benford onde aplicável), e as cartas
de confirmação externa de saldos.
O que antes era transcrever balancetes linha a linha, calcular variações e escrever comentários à
mão, passa a ser: importar o SAF-T, carregar num botão, e rever o que o programa escreveu.
O que o AuditPilot não faz
- Não substitui o julgamento do auditor. Os comentários, rácios e sinalizações de risco que
o programa gera são um ponto de partida para a revisão analítica e a avaliação de risco — não
uma conclusão de auditoria. Onde o programa sinaliza algo (uma variação significativa, um saldo
concentrado, um risco de rubrica), cabe ao auditor investigar e concluir. - Não decide o que apagar. Quando um SAF-T é reimportado sobre uma folha que já tem dados, o
programa nunca apaga uma linha por iniciativa própria — sinaliza o que mudou e deixa a decisão
para o auditor (ver Ambiguidades e Alterações). - Não trabalha sem SAF-T em algumas frentes. As folhas de inspeção documental e a amostragem
estatística precisam de dados ao nível do documento/lançamento, que só o SAF-T fornece — sem
ele, essas frentes ficam por preencher (avisado, nunca silenciosamente).
Pressupostos
- O ficheiro de entrada é sempre um SAF-T português (o layout definido pela Portaria da
Autoridade Tributária), não o SAF-T de outro país. - As contas seguem o SNC (Sistema de Normalização Contabilística) — é o plano de contas para
o qual o balancete do cliente é mapeado. - A análise assenta sempre num par de exercícios: o exercício em curso (
N) e o exercício
anterior (N-1), para se poder calcular evolução período-a-período. Ver Importar
SAF-T para os quatro períodos que o programa aceita (N,N-1,N+1e
Interinos) e o que cada combinação habilita. - Os papéis de trabalho de destino são os modelos Excel deste compromisso-tipo — ver O
compromisso.
O que continua a ser trabalho manual do auditor
- Marcar à mão, nas seis folhas próprias, as situações de risco que alimentam o botão 5
(Riscos das Rúbricas) — o programa lê essas marcações, não as inventa. - Decidir, entidade a entidade, quais os saldos a confirmar externamente (marcar
"Sim"na folha
de população) antes de correr o botão 7. - Rever e concluir sobre tudo o que o programa preenche — variações, rácios, amostras, situações
de risco — antes de assinar o papel de trabalho. - Apagar, quando for essa a decisão, as linhas que a reimportação de um SAF-T deixou assinaladas mas
não removeu.
Como este manual está escrito
Os nomes dos botões, campos e menus estão escritos exatamente como aparecem no ecrã (em
negrito, entre aspas quando é o texto literal do botão). Nomes de ficheiros e de folhas estão
em código. Um bloco como este assinala algo a que vale a pena prestar atenção especial:
Nota: um bloco destes é sempre uma nota prática — uma armadilha conhecida, uma condição que
muda o comportamento, ou uma diferença face à versão anterior do programa.