4 · Planeamento
Botão: "4) Preencher planeamento a partir dos extratos" (ou "... a partir dos ficheiros
SAF-T") · Ficheiro: Planeamento.xlsx · Sempre ativo.
Preenche três folhas de uma vez, sempre a partir de N e N-1 — uma revisão analítica com um
só período não diz nada. Segue a mesma "Fonte da informação" do botão 1:
SAF-T próprio se estiver carregado, senão o extrato já existente nas folhas Extrato N/Extrato N-1 de
01_BL.xlsx — ou, com "Fonte da informação: Balancetes", as folhas N/N-1 do balancete
analítico já preenchidas em 01_BL.xlsx (ver Importar SAF-T). Se faltar um
dos dois períodos por qualquer via, a folha inteira não é preenchida — ao contrário do botão 1,
aqui não há "preenche parcialmente o que consegue": um aviso explica porquê e nada é escrito.
Conhecimento do Negócio
| Campo | Precisa de | Conteúdo |
|---|---|---|
| CAE | SAF-T | Consulta online ao NIF do cliente em einforma.pt — "CAE Principal: <código> - <descrição>". Sem SAF-T (extrato ou balancetes), fica por preencher à mão (não há NIF para consultar sem um). |
| Sazonalidade | SAF-T ou extrato | Receita mensal (contas 71/72) do exercício N, com média, desvio-padrão e coeficiente de variação — quanto maior o desvio, mais sazonal o negócio. Precisa de linhas de movimento datadas; um balancete analítico só tem saldos agregados por conta, por isso fica por preencher à mão com "Fonte da informação: Balancetes". |
| Datas relevantes | Balancete (qualquer fonte) | Prazo de entrega das contas: 31 de maio se a empresa aplicar o MEP (Método da Equivalência Patrimonial — contas 4111/4121/4131 presentes no balancete), 31 de março caso contrário. |
| Dependência de clientes/fornecedores | Balancete (qualquer fonte) | Concentração nas contas 21 (Clientes) e 22 (Fornecedores): ver abaixo. |
Como ler a dependência de clientes/fornecedores: o maior cliente/fornecedor sozinho acima de
50% do total da rubrica é "muita dependência"; entre 15% e 50% é "alguma dependência"; se
nenhum isoladamente chega a 15% mas os quatro maiores juntos ultrapassam 15%, é "dependência
dos seus maiores clientes/fornecedores"; abaixo disso, "não apresenta dependência".
Nota: a consulta do CAE é a única chamada de rede feita por este botão — numa rede lenta ou
restrita é o passo mais demorado, e falha silenciosamente para uma célula vazia (nunca bloqueia
o resto do preenchimento).
Revisão Analítica
Uma linha (ou bloco de linhas) por rubrica, sempre com a mesma estrutura de colunas: F valor
inicial, G valor final, H percentagem de variação, J comentário — gerado
automaticamente em português, incluindo (quando a variação ultrapassa 10%) uma explicação de
que subconta puxou a variação, se a rubrica tiver mais do que uma.
| Rubrica | O que mostra além da evolução |
|---|---|
| Ativo Fixo Tangível / Ativo Intangível e Goodwill / Propriedades de Investimento | Principais saldos que compõem a rubrica |
| Investimentos Financeiros | — |
| Inventários e Ativos Biológicos | Principais saldos + Duração Média de Existências (dias — inventário ÷ receita × 365) |
| Contas a Receber | Prazo Médio de Recebimento (dias — clientes ÷ receita × 365) |
| Caixa e Depósitos Bancários | — |
| Capital Próprio | Autonomia Financeira (capital próprio ÷ ativo total, %), Fundo de Maneio, Working Capital e Tesouraria Líquida (€) |
| Contas A Pagar | Prazo Médio de Pagamento (dias), Liquidez Geral e Liquidez Reduzida |
| Financiamentos Obtidos | Taxa Média de Financiamento (juros ÷ dívida) e IAF — Índice de Alavanca Financeira |
| Diferimentos / Rendimentos / Provisões | — |
| Gastos Operacionais | Rendibilidade Bruta das Vendas |
| Impostos Diferidos | — |
Rácios de liquidez e de estrutura financeira, como se leem:
- Liquidez Geral = Ativo Corrente ÷ Passivo Corrente — acima de 1 significa que o ativo
corrente cobre o passivo corrente. - Liquidez Reduzida = (Ativo Corrente − Inventários) ÷ Passivo Corrente — a mesma ideia sem
contar com os inventários (menos líquidos). - Autonomia Financeira = Capital Próprio ÷ Ativo Total × 100 — quanto do ativo é financiado
por capitais próprios em vez de dívida. - IAF = Rendibilidade dos Capitais Próprios ÷ Rendibilidade do Ativo (ROIC) — acima de 1, a
empresa está a criar valor ao usar dívida para se financiar; abaixo de 1, está a destruí-lo;
exatamente 1, é indiferente. - Fundo de Maneio, Working Capital e Tesouraria Líquida — três leituras
complementares da folga de tesouraria de curto prazo; a folha inclui um comentário automático
sobre o sinal de cada uma (positivo/negativo) no fecho do exercício.
Estes rácios (Autonomia Financeira, Fundo de Maneio, Working Capital, Tesouraria Líquida, e os
restantes rácios da Revisão Analítica) mostram zero quando o denominador é zero, em vez de
"N/A" — ao contrário de Liquidez Geral e Liquidez Reduzida, que ficam indefinidos nesse caso (ver
Limitações conhecidas). É uma inconsistência conhecida, não um esquecimento.
Estratégia Global de Auditoria (EGA)
Duas células, só a partir do SAF-T de N (sem equivalente via extrato — sem SAF-T ficam por
preencher à mão):
- Tipo de sociedade — "Sociedade anónima" ou "Sociedade por quotas", lido do sufixo do nome
da empresa no cabeçalho do SAF-T (", S.A."/", Lda"). - Referencial contabilístico — SNC, IFRS ou SNC-ME, lido do campo
TaxonomyReferencedo
SAF-T.
Avisos mais comuns
- "sem SAF-T e a folha 'N' e/ou 'N-1' ... está vazia - Planeamento não foi preenchido" — falta
um dos dois períodos por completo; nada nesta folha é escrito até isso ser corrigido. - "CAE não preenchido - sem SAF-T ... preencha manualmente" e a mensagem equivalente para o
EGA — o resto da folha foi preenchido, só estes campos dependentes de SAF-T ficaram por fazer. - "sazonalidade não preenchida - sem SAF-T nem extrato com linhas datadas ... preencha
manualmente" — a "Fonte da informação: Balancetes" só tem saldos agregados, sem linhas
datadas para calcular a receita mensal; o resto da folha foi preenchido normalmente.