Integração com o CaseWare Working Papers

O AuditPilot não é um programa avulso que se abre pelo menu Iniciar — corre dentro do fluxo do
CaseWare Working Papers, registado como uma Helper Application. Isto significa que o
CaseWare o lança por nós, já apontado à pasta de trabalho certa, a partir de um item no índice de
ficheiros do compromisso. Este capítulo explica esse mecanismo; não é preciso repeti-lo por
compromisso — é configurado uma vez no modelo do CaseWare do gabinete.

Nota sobre as capturas de ecrã deste capítulo: mostram a configuração de quando o executável
ainda se chamava Testes.exe. O programa passou a chamar-se AuditPilot.exe — o texto abaixo já
descreve esse nome; as três capturas precisam de ser repetidas contra o registo do CaseWare
atualizado (o nome do programa em Setup Helper Applications e a Application escolhida no
Document Link têm de mudar de Testes para AuditPilot também, não é só o ficheiro .exe).

Onde o executável vive

O AuditPilot.exe vive numa só pasta fixa: a pasta do próprio modelo do CaseWare (por exemplo
\Audit Portugal SNC 24Nov2022\AuditPilot.exe), ao lado dos 27 ficheiros .xlsx em branco e do
logo.ico — a "pasta de instalação" do capítulo anterior. Não é copiado para dentro de cada
compromisso; todos os compromissos criados a partir desse modelo continuam a chamar esse mesmo
executável.

O registo: "Setup Helper Applications"

O CaseWare precisa de saber, uma vez, o que é o programa "AuditPilot" e onde está o seu executável.
Isso configura-se em Tools ▸ Options ▸ Helper Applications (ou equivalente, consoante a versão
do CaseWare): um programa chamado AuditPilot, cuja Command Line aponta para o AuditPilot.exe
dentro da pasta do modelo.

Caixa "Setup Helper Applications" do CaseWare, com o programa registado e a Command Line a
apontar para o executável dentro da pasta do modelo

Dentro do índice de ficheiros do compromisso (o Working paper index), existe um Document
Link
chamado SAMV Menu, colocado junto às pastas de trabalho que ele vai preencher —
tipicamente sob Geral ▸ Importação de Extratos, ao lado das próprias folhas 01_BL,
02_RA_M_PL, AnaliseRisco e Planeamento:

Índice de ficheiros do compromisso, mostrando o Document Link "SAMV Menu" junto às folhas de
trabalho PBA.01 (01_BL), PBA.02 (02_RA_M_PL) e PBA.04 (AnaliseRisco)

As propriedades desse Document Link (botão direito ▸ Properties) são o que liga tudo: o seu
Type é Application, a sua Application é o AuditPilot registado acima, e — o detalhe que
faz tudo funcionar — o campo Arguments está definido como um único ponto, .:

Caixa "Document Link Properties - SAMV Menu": Type = Application, Application = o programa
registado, Arguments = "."

Porque é que o argumento é só um ponto: o CaseWare substitui esse . pela pasta de
ficheiros do compromisso que está aberto no momento em que se clica. É assim que o mesmo
AuditPilot.exe, sempre na mesma pasta de instalação, acaba por abrir sempre apontado à pasta
certa — a pasta do cliente cujo compromisso está aberto, não a pasta onde o executável vive. É
exatamente essa substituição que separa "pasta de instalação" de "pasta do compromisso" (ver
Instalação e primeira abertura).

O que acontece ao clicar

  1. O auditor abre o compromisso do cliente no CaseWare e clica no Document Link SAMV Menu.
  2. O CaseWare lança AuditPilot.exe, passando a pasta de ficheiros desse compromisso como
    argumento.
  3. O AuditPilot arranca já dentro dessa pasta — muda para lá o seu diretório de trabalho antes de
    preencher fosse o que for, para que 01_BL.xlsx e todos os outros nomes de ficheiro resolvam
    para as cópias desse cliente, não para os modelos em branco na pasta de instalação.
  4. A janela abre já com o título AuditPilot - <nome da pasta do cliente>.

Nenhuma configuração adicional é precisa por compromisso — desde que o compromisso tenha sido
criado a partir do modelo do CaseWare que já tem este Document Link, o botão está lá.

Correr sem o CaseWare (para testar)

Também é possível abrir o AuditPilot.exe diretamente, passando a pasta do compromisso como
argumento de linha de comandos — é assim que se testa o programa sem o CaseWare aberto. Sem
argumento nenhum, o programa usa a pasta a partir de onde foi lançado.